“Venta ali se vê…
Aonde o arvoredo
Inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Em casas velhas, mudas
Em blocos que um engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha, mas não sabe se é feliz…
E não entende quando eu grito,
Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos
Doidos, doidos, doidos, doidos, já vi…
Meus olhos doidos, doidos, doidos,
Doidos, doidos, doidos
São doidos por ti.
O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
De versos retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
Vai servir pra nós
E o doce da loucura
E teu, é meu
Pra usar a sós.”
“Dentro da manhã
Nas cores da manhã
Não posso te afastar do pensamento
E pela vidraça colorida…
O sol se espalha pelo chão e esse silêncio.
O dia acorda na avenida central
No mundo aberto da avenida central…
E agora pra nós
As horas de amargura e os nossos dias iguais
Não precisam voltar
Nesse dia de sol
Nessa clara manhã
Só consigo e só quero lembrar
Do teu rosto
Do teu sorriso…”
“E eu quisera ser só seu,
Quando o mundo era menor…
E hoje eu sei
Que sou mais eu
Pra melhor ou pra pior.
E eu vou seguindo
Alguns sinais
Que primeiro eu inverti.
Mas quando eu puder olhar pra trás
Você vai brilhar ali…
Perigo na curva
Proibido parar
Antes de chegar a mim,
Minha vida absurda
E a terra a girar
Quem escuta o meu sim?
Quem sabe um dia
Eu lhe descrevo
Estes círculos que penso
Ao navegar por certos trevos
Em que os sonhos são mais densos
E às vezes alta madrugada
Ficam dúvidas com tudo
Quem sabe o fim não seja nada,
E a estrada seja tudo”
“…Well it’s been so long
And I’ve been putting out fire with gasoline
Putting out fire with gasoline!”
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